Chegamos no Natal de 2008. Apesar do clima de crise que se abateu sobre o mundo, o comércio está feliz com os resultados das vendas. Pode ter sido só o momento. A data. Mas a verdade é que os shoppings estão cheios de pessoas se acotovelando para realizarem seus sonhos de comprar para presentear. Não precisam ser grandes ou valiosos presentes. Valem as pequenas lembranças, ainda que baratas. Pequenas prendas que permitam, a quem dá e a quem recebe, momentos de alegria e de festa. O que se quer é que todos tenham uma noite feliz.
O pior é pensar nas famílias de desabrigados no Estado do Rio, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais, por força das enchentes que se abateram sobre dezenas de cidades nos quatro estados. São milhares de pessoas que passarão o Natal em condições precárias, em ginásios e colégios, a espera de que o tempo melhore, as águas baixem, para que possam retornar a suas casas e retomarem suas vidas.
Esta é a nossa torcida.
Felizmente tem sido importante a participação da população de outros estados, com o envio de bens não perecíveis, além de água, material de higiene e agasalhos. Mas é sempre bom lembrar que são duas semanas de festas. Pois já na próxima teremos a passagem de ano. E não há porque deixar de pensar sobre 2009. Será bom? Apesar dos pesares, a expectativa é de que não será tão mal quanto muitos supõem. A atuação dos governos no sentido de minimizar os efeitos provocados pelo grande crise norte-americana, ao que tudo indica, já permite admitir que 2009 será um ano de transição. Um primeiro semestre fraco, com melhorias importantes no segundo. Tudo para permitir que 2010 seja um ano normal. É o que auguramos para os nossos leitores.
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