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JUVENTUDE AMEAÇADA
Turismo de Resultados
18/06/2009

Especialmente por viver em uma região de vocação turística - a das Agulhas Negras - tenho reclamado do descuido dos poderes públicos dos municípios que a compõe (Resende, Quatis, Porto Real e Itatiaia) com a infraestrutura, com a restauração e conservação de nossos monumentos históricos, além de outros espaços que poderiam ser oferecidos aos nossos visitantes. Estas Cidades estão ficando feias e pouco atraentes. É preciso cuidar desses espaços. Tê-los apenas como parte do município é muito pouco. É um dos deveres do poder público, preservá-los, valorizá-los, não apenas por ser um bem público, mas por representarem pontos de atração turística que credencia a Cidade neste apetitoso mercado, que transforma a vida da população.

Recentemente, um grupo de devotas senhoras de Itatiaia reclamaram do abandono de uma Igreja de importância histórica para a Cidade e para sua gente. Há muito este espaço sagrado se transformou em arquivo de documentos sem nenhum valor histórico. E mesmo que tivessem, ali não seria o lugar mais adequado. Não são poucos os patrimônios imobiliários dos órgãos públicos espalhados, sobretudo, pelos Centros das Cidades, caindo aos pedaços e sem utilização: abrigo de pessoas sem teto. Este é um exemplo que contribui, e muito, para a degradação do Centro urbano, aliado ao empobrecimento da população retratado pela má conservação dos seus imóveis.

Diante da incapacidade – e muitas vezes desinteresse - do poder público em recuperar imóveis, reconstruir espaços e conservar áreas de preservação ambiental, o ideal seria criar parcerias com a iniciativa privada para que a Cidade não perca a sua referência, seus habitantes a autoestima e os visitantes o prazer de conhecer o passado e o presente da Cidade visitada. Mas esta possibilidade, real nos país do chamado Terceiro Mundo, entre nós enfrenta dificuldades cartoriais e esbarra na teia de aranha da burocracia. Vencida esta dura etapa, a parceria precisará ainda ser chancelada pelo Executivo e pelo Legislativo das Cidades, e é ai que o bicho pega. É a velha história: a coisa anda se alguém levar alguma vantagem com o negócio. Tem sido assim, lamentavelmente.

A história das Cidades seria diferente e o cidadão teria mais orgulho de viver nelas, se profissionais qualificados ocupassem os cargos das administrações públicas. Mas isso é quase impossível no atual cenário político brasileiro, onde se impõem os arranjos e as trocas de favores. Estamos longe de uma administração pública profissionalizada e competente. Ao contrário, multiplicam-se descaradamente os cargos comissionados, chamados “de confiança”. Confiança de quem, cara pálida? De políticos, dos que vivem na e da Cidade, sem nenhum compromisso com a coisa pública, e daqueles que não vivem na Cidade, mas se servem dela, abrigando nas prefeituras seus cabos eleitorais, que nada entendem dos objetivos dos postos que ocupam.

A legislação é branda quando se trata de espaço público abandonado. “Um ente da Federação não pode cobrar imposto a outro ente da Federação”. E parece também ser branda com o espaço privado abandonado. Em Itatiaia, por exemplo, a Nova Dutra, concessionária que controla a Rodovia Presidente Dutra, não cuida do enorme espaço que separa a pista de um dos bairros da Cidade. Há uma lei federal que prevê a cobrança do IPTU progressivo sobre prédios desocupados em áreas com infraestrutura. Mas as prefeituras não podem aplicá-la a órgãos públicos do Estado e da União. O resultado de toda essa burocracia, má administração, desorganização, protelações infinitas é o prosseguimento da degradação das Cidades.

É difícil desenrolar este novelo jurídico, porém, não há disposição aparente das prefeituras em desenrolá-lo em nome da vocação das suas Cidades. Embora seja comum lermos declarações de representantes dos poderes públicos relacionadas ao turismo e seu papel no desenvolvimento das suas Cidades. As autoridades ligadas ao turismo também costumam viajar para divulgar as oportunidades de investimento em suas Cidades. Supõe-se que neste turismo funcional, à custa do dinheiro público, tenham a oportunidade de ver e anotar o que fazem as Cidades no sentido de incrementar esse meganegócio que transforma o panorama econômico e social das Cidades e melhora a qualidade de vida da população que vive onde muitos gozam as férias.

PARA REFLETIR “O direito à cidade é negado a uma grande parcela da população, que está condenada a ocupar as "sobras" da cidade, os espaços precários e insalubres localizados nas beiras dos rios ou nas encostas dos morros. O modelo de desenvolvimento urbano que estrutura nossas cidades expulsa a população de baixa renda das áreas mais centrais, em direção à periferia, onde a terra é mais barata exatamente porque não reúne os requisitos mínimos para assegurar uma vida digna”, Marcos Faria Asevedo.

PASSAR O SENADO A LIMPO Para o senador Pedro Simon (PMDB/RS) o Senado precisa passar por uma profunda reforma administrativa capaz de “dar um novo rumo a Casa”. Na opinião de Simon, o plenário deveria se reunir pelo menos uma vez por mês para discutir uma pauta de votações para o mês seguinte. “ Nessa mesma reunião, diz o senador, deveremos analisar a nomeação e os salários dos funcionários, as viagens de parlamentares ao exterior e as obras nas dependências da instituição”. Simon lembra que os senadores só ficaram sabendo da construção de uma cadeia no porão do Senado, “depois que a imprensa denunciou o fato”. Um dos mais antigos parlamentares em atividade, Simon destacou que “nunca o Senado esteve na berlinda como hoje, e todos nós senadores somos responsáveis, por ação ou omissão, por deixar que as coisas e os descalabros chegassem ao ponto em que estão”.

BANCO DE CURRÍCULOS A Assembleia Legislativa do Rio não me tão improdutiva assim. Recentemente, aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei 138/07, que cria um banco de currículos junto ao Poder Executivo. Ele terá a finalidade de cadastrar os currículos dos servidores públicos, ou não, que tenham a intenção de trabalhar nos órgãos da Administração Pública Estadual. De acordo com a proposta, os currículos poderão ser encaminhados por e-mail e serão organizados e disponibilizados aos gestores da Administração Pública por área de atuação. Sua divulgação ficará a cargo do Executivo. SE a interferência política não prejudicar, o que é difícil, a medida favorecerá o preenchimento dos cargos em comissão por servidores, de forma mais criteriosa e eficiente, aproveitando os recursos humanos do Governo estadual.

CANAL ABERTO 1 “Caro Mario, é sempre bom receber notícias suas e do portal da Agência Rio de Notícias. Aqui em cima – Mauá, Maromba e Maringá - vivemos momentos de expectativa, pois as coisas estão andando. A estrada parque espera data da audiência pública, as estações de tratamento de esgotos estão em andamento e revitalização das vilas está em fase de projeto. Resta saber se as prefeituras vão cumprir a parte delas, que é basicamente garantir o desenvolvimento sustentável, aplicando os planos diretores já existentes em Resende E Itatiaia. Os prefeitos obviamente dizem que sim, mas medidas efetivas até agora nada. NÃO HA FISCALIZAÇÃO E AS SECRETÁRIAS QUE CUIDAM DESSA ÁREA ESTÃO MAL APARELHADAS. VAMOS AGUARDAR, POIS O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ESTÁ DE OLHO”. Um Abraço, LUIZ ALVES, morador de Maringá. CANAL ABERTO 2 “Como de hábito, meu caro troca letras, muito boa a sua coluna. Se me permite o pitaco na história da água e, não querendo tirar a cota de responsabilidade que cabe ao cidadão, penso tão somente, que a mídia supervaloriza o consumo/desperdício individual em detrimento dos setores ditos produtivos, as indústrias e o comércio em geral. Só a título de uma saudável curiosidade, o quanto se gasta, se polui, etc, nas grandes empresas deste nosso país continental? Seria esta uma boa sugestão para uma próxima matéria? Casos, há aos montes. Quantas Servatis poluem diária e impunemente a água nossa de cada dia?” “No caso de Itatiaia especificamente, o nosso esgoto é tratado minimamente ou é jogado in natura, poluindo o nosso ecossistema? Este é um bom tema para um próximo papo”, Ualace Amado, morador no Jardim Itatiaia.

DE OLHO EM ITATIAIA Um blog de autor desconhecido está fazendo o maior sucesso na Cidade. Os autores do conteúdo, com muito humor, sentam o pau na administração do município do prefeito Luis Carlos Ypê, que dá nome ao blog. Um festival de denúncias de arrepiar os cabelos do cidadão menos ético que vive em Itatiaia. Os autores do blog jogam pesado com o primeiro escalão da prefeitura. Por enquanto, destaco o humor dos autores, quanto às denúncias precisam ser investigadas a fundo para não macular irresponsavelmente o currículo das pessoas.

BOCA MALDITA • Um morador do Jardim Itatiaia, Bruno Marques, mostrou-se preocupado com comentários que davam conta de que a BOCA MALDITA estaria suspensa. SUSPENSA? Seria a BOCA MALDITA elevada a um patamar acima? Suspensa nos braços do povo? Ou calada? Não deu para entender bem a mensagem do leitor, mas mesmo assim ele merece a nossa atenção e a nossa resposta, considerando a hipótese, remota, remotíssima, de BOCA CALADA. • Caro Bruno, quem poderia suspender (calar) a BOCA MALDITA, senão seus próprios membros. Talvez cansados de denunciar a paralisia da prefeitura, a falta de projeto para a Cidade que resulte na sua verdadeira emancipação. Ninguém mais, caro Bruno, nem mesmo um atrevido dentista poderá mexer com a BOCA MALDITA. Os integrantes da BOCA MALDITA confiam na coragem, no espírito público e democrático do seu líder, Seu Coutinho. A BOCA MALDITA é, sem sombra de dúvidas, o movimento mais democrático surgido na pacata Itatiaia, onde o debate político ainda é tímido. Vamos trabalhar para fortalecer a BOCA MALDITA como instrumento de mudança de hábitos em Itatiaia, para que todos possam viver melhor, com saúde, educação, moradia digna, emprego, limpeza urbana e tudo mais que uma sociedade necessita para se desenvolver. • A BOCA MALDITA existe para ajudar Itatiaia a se transformar em um município de verdade, com uma administração enxuta, competente, comprometida com o desenvolvimento da Cidade e, acima de tudo, transparente. Bruno, você é um dos nossos. • E agora, vamos às cobranças.

A BOCA MALDITA continua recebendo denúncias sérias sobre o péssimo atendimento no Hospital da cidade. Está faltando de tudo. Remédio então, nem se fala. Criou-se uma burocracia com a promessa de que o paciente irá receber o remédio em casa. Acontece que remédio pode chegar três meses depois de encaminhado o pedido. Tem gente que vai morrer na fila. Nem se pode misturar saúde com política. São atividades inconciliáveis.

• E o buraco da Av. Hum Sul, próximo a sede da BOCA MALDITA, vai ou não vai ser tapado decentemente? Depois da intervenção da prefeitura, o buraco voltou a crescer. O João Cratera já foi convidado para participar da homenagem que a BOCA MALDITA fará ao prefeito, dando o seu nome ao buraco.

• Moradores do bairro vizinho à sede da BOCA MALDITA, Campo Alegre, reclamam do serviço de limpeza pública com toda a razão. Depois que o caminhão de lixo passa, e quando passam, as ruas ficam mais sujas ainda. É que os garis acumulam os sacos no chão das ruas à espera do caminhão. Acontece que o caminhão demora a passar e ai os cachorros de rua, população crescente na Cidade, fazem a festa espalhando lixo pela cidade. Depois reclamam quando a BOCA MALDITA fala da proliferação de ratos – os roedores – na Cidade. Em pleno feriadão, por conta desse trabalho mal feito, Penedo, a cereja do bolo de Itatiaia, também estava um lixo, além, é claro de mal iluminado. Um ponto turístico sujo e mal iluminado, ninguém merece, Seu Prefeito!

• E para terminar, a pergunta que não quer calar: afinal, quem está com a razão, e ex-prefeito Jair Alexandre que diz ter deixado no caixa da Prefeitura R$ 20 milhões, ou o atual prefeito Ypê, que diz ter assumido a Prefeitura com uma dívida de R$ 30 milhões? Gente é muita grana para cair no esquecimento. Um alerta: transparência com os recursos públicos agora é Lei. • Intriga de a oposição dizer que a vice-prefeita, Gilda Molica, anda se envolvendo em todas as áreas da prefeitura. Dizem que o prefeito Ypê anda torcendo o nariz para esta intromissão.

Com karla Fonseca, Fernanda Leal e Roldão Pinheiro

 
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